sexta-feira, 27 de novembro de 2015

INTRODUÇÃO AOS OBJETOS DE APRENDIZAGEM

Juliana Braga e Lilian Menezes

Este capítulo discute o uso de recursos tecnológicos para auxiliar o processo de ensino-aprendizagem e define o que são objetos de aprendizagem (OAs), seus principais tipos e suas características. O capítulo também apresenta alguns repositórios de objetos de aprendizagem.
O uso de recursos tecnológicos na educação, mais especificamente da Internet, tem provocado grandes mudanças nas maneiras de se pensar o ensino e a aprendizagem. Trata-se não apenas de enxergar a Internet como uma fonte de recursos e materiais úteis à educação, mas de ressignificar o processo educacional como um todo, uma vez que a comunicação, a pesquisa e a aprendizagem assumem dimensões diferenciadas, diante da velocidade com que muitas informações chegam aos alunos. Segundo Miranda (2004), ao mesmo tempo em que esta grande disponibilização pode ser vista como uma vantagem, também pode se construir uma barreira. A autora aponta que “Na área da educação, por exemplo, embora existam muitos materiais sendo criados e disponibilizados, o acesso a eles torna-se um processo cansativo e muitas vezes fracassado ’’.
Quando bem utilizados, os OAs podem ser grandes aliados do processo educativo. É necessário, para isso, que o professor tenha clareza dos objetivos que deseja alcançar e, em seguida, pesquise, selecione e defina boas estratégias de utilização dos OAs em suas salas, de forma a atender aos seus objetivos.
A definição de Wiley (2000) sobre objetos de aprendizagem é muito ampla, já que considera um AO qualquer tipo de recurso digital que possa ser reutilizado para apoiar a aprendizagem. Este livro restringe um pouco essa definição e considera como objetos de aprendizagem aqueles que podem interferir diretamente na aprendizagem.
Alguns pesquisadores afirmam que o aluno precisa interagir com o ambiente de aprendizagem para realizar uma aprendizagem significativa.
Mas para estabelecer verdadeira interatividade, o aluno precisa se sentir participante da ação. Tudo depende do objetivo de aprendizagem que se tem ao utilizá-lo e da estratégia pedagógica que será empregada para isso.
Ao explorar os diversos tipos de OAs, é importante observar que alguns possibilitarão maior interação que outros. No entanto, o mais importante é que o professor tenha clareza dos objetivos de aprendizagem que ele pretende alcançar.
Muitos dos objetos de aprendizagem estão espalhados pela internet e podem ser encontrados em uma variedade de locais. Apesar dessa diversidade de locais de armazenamento, os bancos de dados mais adequados para se encontrar um OA são os repositórios especializados no armazenamento de objetos de aprendizagem ou  ROAs. A vantagem em se procurar um OA em um ROA é que neles as informações pedagógicas estarão também disponíveis com o objetivo, o que significa um aumento da reusabilidade deste recurso educacional. No entanto, nada impede que o professor encontre OAs depositados em diversos sites de Internet, em repositórios genéricos, em midiatecas (ex.: youtube), dentre outras possibilidades.

As autoras frisaram a importância dos Recursos Tecnológicos na Educação, ressaltando sempre o quão é indispensável o objetivo traçado pelo professor, afinal, antes de utilizar qualquer recurso o professor deve refletir sobre as maneiras com a qual ele irá trabalhar com seus alunos este recurso e como isto irá contribuir para a aprendizagem dos mesmos.
Pautando também sobre os locais que podem ser encontrados os sites adequados para serem trabalhados com os alunos, os bancos adequados para encontrar conteúdos a serem apresentados.
São muitos os recursos que podem ser utilizados, dependendo apenas da intencionalidade que o professor quer atingir com o recurso escolhido.
Elas empregam de maneira clara a finalidade dos Objetos de aprendizagem, dando ênfase a expansão das tecnologias utilizadas atualmente nas escolas, deixando evidente que é de suma importância a interação dos alunos com os novos recursos, é mais uma maneira de buscar a evolução do processo ensino-aprendizagem, são instrumentos que vêm com a intenção de qualificar o processo, usando novos meios de ensino.
Frisando que os objetos de aprendizagem são ótimos, mais o professor deve estar apto a trabalhar em sala de aula, recursos tecnológicos são uma novidade na sala de aula, mas jamais substituirá o verdadeiro detentor de um saber cientifico e único o professor.
O mediador professor educador saberá adaptar sua aula as novas tecnologias e sanar as dificuldades encontradas com os novos recursos OA abordados, a está nossa sociedade cada vez mais tecnológica.


Referência:


BRAGA, J. C. (Org.). Objetos de aprendizagem: introdução e fundamentos. Santo André- SP:  UFABC, 2014.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Tecnologia e evolução: equívoco histórico

A princípio, desconsideramos a palavra “progresso” para caracterizar alterações relativas a informatização e mídias sociais. Nomearia modificação, e, apenas isso. Para não corrermos o risco de aparentarmos conservadorismo, fundamentaremos nossos argumentos baseamos no que é essencial a vida: a natureza, e o homem. Primeiramente, analisemos a seguinte indagação: a quem afeta a tecnologização? Uma resposta um tanto quanto óbvia e acomodada seria: a seres humanos. Pensemos então, em outra questão norteadora: de onde emana os materiais necessárias a manutenção de tecnologias digitas? Também de nós? Não. Do ambiente! É sabido que utensílios como o metal tântalo, necessário a construção de celulares, computadores, e aparelhos de diversas origens, extraídos da natureza estão em escassez, e, além disso, a exploração humana para se obter tais ferramentas contribuem para conflitos históricos como enfrentados pela República Democrática do Congo, gerando milhões de mortes e violações físicas e mentais, de homens, mulheres e crianças. O consumismo (por nós entendido como doença severa), e a ignorância sobre as consequências da exploração desenfreada de recursos naturais, faz com que assinemos nossa própria sentença, já que só se existe vida, através dos elementos naturais, e para isso, faz-se necessário a conservação do solo, água, matas, fauna e tudo que não se pode alterar através do touchscreen. Essa doença histórica afetou integralmente o homem de nosso tempo, que não reconhece suas origens, e ignora qualquer situação ou condição contrária a manutenção de seu ego. Não queremos através deste texto, negar as possibilidades oferecidas pela tecnologia, já que isto também é parte da contemporaneidade e nossa intenção não é negar nosso contexto histórico, mas entendê-lo criticamente. Portanto, estes recursos devem servir como auxiliares a humanidade e não serem entendidos como fundamentais a existência, o que seria uma mentira histórica elaborada pelo capitalismo selvagem. A tecnologia é importante, mas não preponderante. A respeito de nossa prática pedagógica atual, o âmbito em que se encontra não se difere de qualquer outro dentro desta sociedade. A presença de aparelhos e utensílios diversos dificulta o trabalho escolar, que necessita disciplina, concentração, atenção e uma série de valores esquecidos por este processo de emburrecimento ao qual atravessamos. Nossos alunos cada vez mais desinteressados, desmotivados, compartilhando suas melancolias e crises, espelhando-se em nós, que repetimos o mesmo ritual, sem condições para exercer qualquer influência educacional. O empobrecimento de essência e existência, dentre outros motivos, contemporaneamente, é o maior símbolo de nosso fracasso como espécie. Se sociedade e educação não se unirem, em busca do resgate do que se é mais importante a vida, nosso futuro não passará de um poço de Lázaro.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Atividade 2

1. Assumir o ensino como mediação: aprendizagem ativa do aluno com a ajuda pedagógica do professor.

O processo de ensino deve ser entendido como dinâmico e social. Modelos mais conservadores como as pedagogias tradicionais e tecnicistas não conseguem eficácia por não considerar como ponto de partida o conhecimento que esses alunos já trazem consigo, em suas experiências individuais e coletivas, dentro de nosso contexto histórico. Faz-se necessário que o educador compreende que sua função não se limita a apresentação de saberes, mas deve conhecer formas de efetivar esse conhecimento em suas aulas, através de ferramentas e metodologias mediadoras. Esta interação e troca de ideias permite ao aluno entender sua condição de aprendiz e motiva-o a buscar esta ciência constituída historicamente e repassada de geração em geração.

5. Assumir o trabalho de sala de aula como um processo comunicacional e desenvolver capacidade comunicativa.

Desde que nascemos, desenvolvemos a capacidade de se comunicar. Na primeira infância, gestos, expressões faciais, o sorriso, o choro, compõem nosso repertório comunicativo e nos evidencia na sociedade que nos rodeia. A partir do momento que nos apropriamos da linguagem, concentramos nossas comunicações formais através de verbalizações e a escrita. A sala de aula, como âmbito formativo deve compreender essa dimensão de interação, potencializando a capacidade comunicativa de cada aluno, através de métodos específicos, como leitura, apresentação, trabalhos em equipe, dentre outros. Comunicar-se de maneira clara e objetiva, constitui-se na melhor maneira de nos posicionar sobre ideias, ideais e intenções, evitando preconceitos e julgamentos pautados no não entendimento de nossa expressão.

6. Reconhecer o impacto das novas tecnologias da comunicação e informação na sala de aula (televisão, vídeo, games, computador, internet, CD-ROM etc.).


O desenvolvimento industrial a partir de suas revoluções em séculos anteriores modificou profundamente a forma de relação do homem e a tecnologia. Recursos mecânicos por substituídos paulatinamente por eletrônicos, digitais, garantindo a aceleração do processo econômico global. Atualmente, uma infinidade de aparelhos digitais compõem a massificação midiática em todos os ambientes. O professor como referência social, deve estar preparado não apenas para a utilização desses recursos, bem como a orientação aos alunos, de como aproveitar de maneira pedagógica estas ferramentas que fazem parte do cotidiano escolar do século XXI. Celulares e computadores com acesso a grande rede, podem contribuir de maneira concreta a apropriação de saberes de qualquer natureza, contudo, a seleção qualitativa nesta pesquisa é essencial para que este exercício seja corretamente realizado. Informações distorcidas, deturpadas, fazem parte da inclusão digital e ao invés de agregarem, acabam por confundir leitores sem experiência nestes modelos de busca. Se todos conceberem meios de maneira esclarecida, não apenas a escola, mas toda sociedade se enriquecerá através da democratização de conhecimentos.