terça-feira, 22 de setembro de 2015
Tecnologia e evolução: equívoco histórico
A
princípio, desconsideramos a palavra “progresso” para caracterizar alterações
relativas a informatização e mídias sociais. Nomearia modificação, e, apenas
isso. Para não corrermos o risco de aparentarmos conservadorismo,
fundamentaremos nossos argumentos baseamos no que é essencial a vida: a natureza,
e o homem. Primeiramente, analisemos a seguinte indagação: a quem afeta a
tecnologização? Uma resposta um tanto quanto óbvia e acomodada seria: a seres
humanos. Pensemos então, em outra questão norteadora: de onde emana os
materiais necessárias a manutenção de tecnologias digitas? Também de nós? Não.
Do ambiente! É sabido que utensílios como o metal tântalo, necessário a
construção de celulares, computadores, e aparelhos de diversas origens, extraídos
da natureza estão em escassez, e, além disso, a exploração humana para se obter
tais ferramentas contribuem para conflitos históricos como enfrentados pela
República Democrática do Congo, gerando milhões de mortes e violações físicas e
mentais, de homens, mulheres e crianças. O consumismo (por nós entendido como
doença severa), e a ignorância sobre as consequências da exploração desenfreada
de recursos naturais, faz com que assinemos nossa própria sentença, já que só se
existe vida, através dos elementos naturais, e para isso, faz-se necessário a conservação
do solo, água, matas, fauna e tudo que não se pode alterar através do touchscreen. Essa doença histórica afetou integralmente o
homem de nosso tempo, que não reconhece suas origens, e ignora qualquer
situação ou condição contrária a manutenção de seu ego. Não queremos através
deste texto, negar as possibilidades oferecidas pela tecnologia, já que isto
também é parte da contemporaneidade e nossa intenção não é negar nosso contexto
histórico, mas entendê-lo criticamente. Portanto, estes recursos devem servir
como auxiliares a humanidade e não serem entendidos como fundamentais a
existência, o que seria uma mentira histórica elaborada pelo capitalismo
selvagem. A tecnologia é importante, mas não preponderante. A respeito de nossa
prática pedagógica atual, o âmbito em que se encontra não se difere de qualquer
outro dentro desta sociedade. A presença de aparelhos e utensílios diversos
dificulta o trabalho escolar, que necessita disciplina, concentração, atenção e
uma série de valores esquecidos por este processo de emburrecimento ao qual
atravessamos. Nossos alunos cada vez mais desinteressados, desmotivados,
compartilhando suas melancolias e crises, espelhando-se em nós, que repetimos o
mesmo ritual, sem condições para exercer qualquer influência educacional. O empobrecimento
de essência e existência, dentre outros motivos, contemporaneamente, é o maior
símbolo de nosso fracasso como espécie. Se sociedade e educação não se unirem,
em busca do resgate do que se é mais importante a vida, nosso futuro não
passará de um poço de Lázaro.
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Excelente reflexão!
ResponderExcluirTarefa concluída. Parabéns!
Nota: 1,0